Campeão da Fórmula 2 em 2023, o francês Théo Pourchaire afirmou que, mesmo após conquistar o título, nunca recebeu a oportunidade de alinhar no grid da Fórmula 1. Em entrevista ao F1Mania.net, o piloto disse ter reformulado os planos para permanecer no automobilismo de alto nível.
“Quando conquistei a F2, esperava subir para a Fórmula 1 ou, ao menos, disputar algumas provas. Isso jamais aconteceu; a equipe não me deu nenhuma chance”, declarou.
Caminhos alternativos
Sem vaga na principal categoria, Pourchaire disputou uma etapa da Super Formula Japonesa antes de ser chamado pela McLaren para correr na IndyCar. A passagem pelos Estados Unidos, porém, terminou no meio da temporada, quando foi dispensado.
“Recebi o convite da McLaren e parecia uma grande oportunidade. Mas, após a demissão a meio do campeonato, fiquei sem nada. Foi muito difícil”, lembrou.
Aposta no Mundial de Endurance
A virada veio com o convite da Peugeot para integrar o programa do Mundial de Endurance (WEC). “A Peugeot salvou minha carreira. Somos cada vez mais próximos e quero vencer corridas com eles”, afirmou.
Pourchaire contou que a maior adaptação ocorreu fora da pista. Nos protótipos, divide o carro com outros dois pilotos em corridas longas, o que exige nova abordagem: “Na F2, se eu errava ou vencia, era responsabilidade só minha. Agora há muitos fatores envolvidos.”
Mercado restrito na Fórmula 1
O francês avaliou que a atual estrutura da Fórmula 1 oferece poucas vagas e depende fortemente de patrocínio. “Há muitos talentos na F2 e em outras séries, mas poucas cadeiras”, disse.
Ele vê o endurance como alternativa concreta para jovens pilotos: “Existem vários fabricantes e três competidores por carro, então há mais espaço. Se alguém sonha com a F1, torço para que consiga. Mas lutar por vitórias em Le Mans também é uma excelente escolha.”
Com informações de F1Mania.net



