21 de junho de 2026, 10h10 – O tetracampeão mundial Max Verstappen elogiou a disposição da Fórmula 1 e da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) em ajustar o futuro regulamento das unidades de potência previsto para 2026. Segundo o piloto da Red Bull Racing, a abertura para ouvir os competidores foi decisiva para o avanço das discussões.
Verstappen foi um dos nomes que mais criticaram o formato original do novo motor, chegando a cogitar deixar a categoria caso os pontos levantados pelos pilotos não fossem considerados. O principal foco de preocupação era a divisão igualitária entre motor a combustão e parte elétrica – combinação que, na visão do holandês, poderia prejudicar o equilíbrio em pista.
Alterações após as críticas
Após uma série de reuniões no início da temporada, a Fórmula 1 anunciou mudanças antes do Grande Prêmio de Miami. Entre as providências estão a redução de situações de super-clipping e de lift and coast, além da revisão da proporção de potência entre o motor de combustão interna e o sistema elétrico.
Pelo novo cronograma, a alteração será gradual: em 2027, o fluxo de combustível aumentará, favorecendo ligeiramente o motor térmico; em 2028, a meta é chegar a uma relação de 60 % para combustão e 40 % para baterias.
Participação direta dos pilotos
O holandês destacou que a Federação (FIA) e a detentora dos direitos comerciais (FOM) mantiveram “mente aberta” durante todo o processo. Para ele, quanto mais um piloto conquista na carreira, maior é a responsabilidade de contribuir nas decisões que afetam o esporte.
Verstappen ressaltou que as sugestões apresentadas pelos competidores visam aprimorar o espetáculo e garantir um futuro sólido para a categoria. “Quando levamos recomendações, buscamos o melhor resultado para todos os envolvidos”, afirmou.
O líder da Red Bull acredita que o diálogo contínuo entre pilotos, FIA e FOM será fundamental para que os novos motores entrem em vigor sem comprometer a competitividade a partir de 2026.
Com informações de Autoracing



