Max Verstappen encerrou a classificação para o Grande Prêmio de Barcelona, neste sábado (13), com o quinto melhor tempo e apontou a falta de aderência do RB22 como principal motivo para não ocupar posição mais avançada no grid.
Perda de rendimento no setor final
O holandês da Red Bull relatou que a última tentativa no Q3 tinha potencial para levá-lo à segunda fila, mas o carro perdeu aderência a partir da curva 10, comprometendo o trecho final da volta.
“O setor final simplesmente não encaixou. Sem aderência, escorreguei demais e deixei escapar a terceira posição”, disse.
Efeito da bandeira vermelha
A interrupção provocada pelo acidente de Charles Leclerc também afetou o ritmo dos pilotos. Verstappen e Oscar Piastri já haviam registrado volta rápida, enquanto adversários que ainda não tinham tempo voltaram à pista com pneus aquecidos após a retomada.
“Perdemos ritmo com a pausa de dez minutos. Talvez isso não tenha funcionado perfeitamente para nós”, comentou.
Equilíbrio e desgaste de pneus preocupam
Segundo o tetracampeão, o RB22 apresentou instabilidade durante todo o fim de semana. A falta de aderência não se concentrou em ponto específico do circuito, surgindo em diferentes curvas.
Verstappen prevê corrida difícil em razão do desgaste dos pneus: “Todos os compostos parecem ruins: médio, duro e macio. Vai vencer quem conseguir administrar melhor.”
Red Bull reduz diferença, mas causa segue indefinida
Apesar das dificuldades, a equipe diminuiu a distância para a Mercedes de George Russell, pole position. A diferença, que beirava três décimos e meio nos treinos livres de sexta-feira, caiu quase pela metade na classificação.
“Mudamos algumas coisas, nada drástico, e de repente o tempo melhorou. Ainda não entendo totalmente o motivo”, admitiu Verstappen.
Com o resultado, o piloto larga da quinta posição no GP de Barcelona e espera que a gestão de pneus seja decisiva na prova de domingo.
Com informações de Autoracing



