A presença de Max Verstappen nas 24 Horas de Nürburgring e a decisão da Verstappen Racing de adotar o Mercedes-AMG GT3 deram novo fôlego ao programa de competição para clientes da montadora alemã. A avaliação é de Stefan Wendl, chefe da divisão de Customer Racing da marca, que vê “crescimento significativo” no interesse pelas provas de GT após a estreia do holandês fora da Fórmula 1.
A equipe, que até 2025 competia com modelos Aston Martin e Ferrari, mudou para o carro de Affalterbach nesta temporada. “A escolha de um tetracampeão mundial aumentou a visibilidade do projeto e levou outros fabricantes no Nordschleife a intensificarem seus programas”, comentou Wendl ao GPblog.
Apesar de um problema técnico ter tirado a Verstappen Racing da disputa em Nürburgring, a Mercedes-AMG encerrou um jejum de dez anos na prova com a vitória geral da equipe RAVENOL. “Celebrar esse resultado deixou todos em Affalterbach extremamente felizes”, destacou o dirigente, ressaltando também conquistas em campeonatos como IMSA, DTM, WEC, NLS, GT World Challenge Europe, British GT e Italian GT.
O atual Mercedes-AMG GT3, lançado em 2016 e atualizado em 2020, segue competitivo mesmo sendo um dos projetos mais antigos do grid, segundo Wendl. Paralelamente, a fabricante desenvolve uma versão Evo baseada no Mercedes-AMG GT Black Series; porém, homologação e estreia, previstas para 2027, ainda não estão confirmadas.
Para a segunda metade do calendário, a principal preocupação da montadora será gerenciar choques de datas entre diferentes séries. A Mercedes-AMG lidera tanto o DTM quanto o Intercontinental GT Challenge, mas a sobreposição de etapas pode impedir a participação simultânea de alguns pilotos. “Um planejamento cuidadoso será essencial para maximizar nossas oportunidades e manter a disputa por títulos gerais e de classe até o fim da temporada”, concluiu Wendl.
Com informações de F1Mania.net



