James Vowles, chefe da Williams, afirmou que não vê possibilidade de a Mercedes repetir em 2026 o amplo domínio que exibiu na temporada 2014 da Fórmula 1, primeira do atual ciclo híbrido.
Durante entrevista sobre os testes de pré-temporada em Barcelona, o dirigente explicou que hoje é mais difícil uma equipe esconder vantagens técnicas: “Sem uma referência do seu próprio carro, é complicado saber exatamente o que cada um faz. Quando a Mercedes está na pista fica um pouco mais fácil, mas, de modo geral, não há espaço para esconder”.
Vowles comparou o cenário atual ao de 2014, quando a Mercedes largou na frente com grande vantagem sobre os rivais. Para ele, as circunstâncias mudaram: “Naquele ano a Mercedes foi impressionante, mas a maioria das outras não. Essa parte da vantagem acabou. Com as novas regras, todos começam num patamar de desempenho mais alto”.
Confiabilidade do motor e foco nos testes
O britânico também abordou as expectativas para os ensaios no Bahrein, previstos ainda para este mês, e destacou a solidez da unidade de potência alemã. “O motor Mercedes é confiável. Claro que ainda existem ‘demônios internos’, por isso teremos mais seis dias de testes, mas já temos uma boa base”, comentou.
Mais quilometragem e disputa acirrada
Para 2026, Vowles prevê um volume elevado de voltas logo no início da temporada, fator que, em sua visão, deve nivelar o pelotão: “Acho que veremos uma quilometragem muito alta, não o que normalmente esperamos no começo de uma nova era de unidades de potência”.
Com maior confiabilidade, o foco passará a ser extrair performance máxima: “Agora a pergunta é como otimizar? Como usar a energia elétrica? Como tirar o máximo do carro?”, concluiu.
Com informações de F1Mania



