A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) liberou as montadoras enquadradas no sistema de Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualizações (ADUO) a implementar melhorias nas unidades de potência previstas para 2026, apesar de um pedido de revisão apresentado pela Red Bull Powertrains-Ford.
O sinal verde foi transmitido internamente às equipes durante o fim de semana do Grande Prêmio de Mônaco e continua valendo enquanto a entidade analisa a contestação da Red Bull sobre a hierarquia de desempenho dos motores.
Como a referência foi definida
Logo após o GP do Canadá, inspetores da FIA mediram o rendimento dos motores de combustão de todas as fabricantes. Os números serviram para estabelecer uma unidade de potência de referência e determinar a distância de cada concorrente em relação a ela.
Segundo informações confirmadas nos bastidores, o propulsor da Red Bull foi considerado o mais eficiente. Na sequência apareceram Mercedes e Ferrari. Com esses dados, a FIA distribuiu tokens de desenvolvimento:
- Mercedes: 1 token (desempenho mais de 2% abaixo da referência);
- Ferrari, Audi e Honda: 2 tokens cada (mais de 4% abaixo).
Planos das montadoras
Em Maranello, a Ferrari pretende estrear uma nova especificação já no GP da Áustria, projetando ganho de até sete cavalos de potência. A Audi, por sua vez, instalou um motor revisado no GP da Espanha, focado em melhorar a dirigibilidade, ainda sem grande impacto nos tempos de volta.
Recurso da Red Bull
A Red Bull contesta a avaliação. O chefe da equipe, Laurent Mekies, afirmou não haver “qualquer dado” que indique vantagem sobre a Mercedes, citando comparações entre Canadá, Mônaco e Espanha. A FIA aceitou reexaminar os números, mas manteve a metodologia original. Enquanto a revisão prossegue, as demais fabricantes prosseguem normalmente com seus cronogramas de atualização.
Com informações de F1Mania.net



