O desempenho abaixo do esperado nas primeiras nove etapas da atual temporada colocou Laurent Mekies em situação delicada no comando da Red Bull Racing. O francês, que assumiu a equipe em julho de 2025 após a saída de Christian Horner, vê o time ocupar apenas a quarta posição no Mundial de Construtores, com 128 pontos, atrás de Mercedes, Ferrari e McLaren.
Mekies chegou ao cargo com prestígio elevado por ter liderado a recuperação da Red Bull no segundo semestre de 2025, quando Max Verstappen venceu os GPs da Itália e do Azerbaijão e terminou o campeonato a dois pontos do campeão Lando Norris, da McLaren. O desempenho reforçou o otimismo para o início da nova era de regulamentos em 2026, mas os resultados recentes destoam das expectativas.
Verstappen cobra melhorias
A situação de Max Verstappen ilustra as dificuldades do RB22. O tetracampeão aparece apenas em sétimo no Mundial de Pilotos, com 76 pontos, sem vitórias até aqui e mais de 250 pontos atrás do líder, Kimi Antonelli. O holandês não escondeu o descontentamento: após a classificação sprint na China, classificou o carro como “impossível de pilotar”; em Silverstone, afirmou que a equipe “ainda não está onde queremos estar”, citando falta de aderência em curvas e problemas na entrega de potência. Durante a corrida britânica, reclamou pelo rádio das reduções de marcha.
Momento decisivo
Com o crédito conquistado em 2025 diminuindo, Mekies entra numa sequência considerada decisiva para retomar o rendimento e, ao mesmo tempo, gerenciar o futuro de Verstappen dentro da equipe. Caso os resultados não melhorem nos próximos GPs, a pressão interna e externa tende a aumentar sobre a direção técnica e esportiva da Red Bull.
Com informações de F1Mania



