São Paulo, 2 de agosto de 2026 – A Red Bull iniciou o campeonato mundial de Fórmula 1 de 2026 longe da briga pelas primeiras posições. De acordo com o diretor técnico Pierre Waché, dois fatores principais explicam o desempenho abaixo do esperado: o avanço de Mercedes e Ferrari durante o inverno europeu e o prolongamento do desenvolvimento do carro de 2025 até a última prova da temporada passada.
Carro um segundo mais lento e falta de confiabilidade
No Grande Prêmio da Austrália, etapa de abertura do calendário, o modelo RB22 registrou cerca de um segundo de desvantagem para Mercedes e Ferrari. Além da falta de velocidade, a nova unidade de potência apresentou problemas de confiabilidade, provocando dois abandonos nas três primeiras corridas. Nesse período, o melhor resultado da equipe foi o sexto lugar de Max Verstappen em Albert Park, totalizando apenas 16 pontos.
Pacote de atualizações em Miami reduz diferença
A reação começou no Grande Prêmio de Miami, quando a Red Bull levou um extenso pacote aerodinâmico e reduziu o peso do carro. Com as novidades, a diferença para os líderes caiu pela metade e Verstappen passou a largar na primeira fila e pontuar de forma consistente.
Quarta colocada no Mundial de Construtores
Apesar do progresso, a equipe ocupa a quarta posição no campeonato de construtores, somando 177 pontos. A Mercedes lidera com 379, seguida pela Ferrari, que tem 307.
Título de 2025 cobrou seu preço
Waché ressaltou que a disputa pelo campeonato de 2025 foi determinante para o atraso nos preparativos do novo regulamento. Na temporada passada, Verstappen lutou pelo título até a etapa final em Abu Dhabi contra os pilotos da McLaren, Lando Norris e Oscar Piastri. Norris sagrou-se campeão por apenas dois pontos. Tanto Red Bull quanto McLaren mantiveram o desenvolvimento dos carros de 2025 por mais tempo e, segundo o engenheiro francês, começaram 2026 “um pouco atrás” dos principais concorrentes.
Com informações de Autoracing



