Gabriel Bortoleto declarou que as mudanças previstas para a temporada 2026 da Fórmula 1 não transformaram os pilotos mais velozes em competidores lentos. O brasileiro, ligado ao projeto da Audi, sustentou que os principais nomes do grid seguem competitivos, apesar das adaptações exigidas pelos novos carros.
O regulamento que entrará em vigor introduz motores híbridos com divisão de potência 50/50 entre combustão interna e parte elétrica. Entre as vozes mais críticas está Max Verstappen, da Red Bull, que comparou a próxima geração de monopostos a “Fórmula E com esteroides”. Lando Norris classificou as corridas como “caóticas” e Esteban Ocon disse que não consegue pilotar como gostaria.
Mesmo assim, Bortoleto defendeu que a capacidade de adaptação é inerente aos 22 pilotos da categoria. Questionado se seria necessário um estilo de pilotagem específico para se manter rápido, ele rebateu: “Não gosto da expressão ‘estilo de pilotagem’. Um piloto de Fórmula 1 deve ser capaz de se adaptar, ainda que não seja algo natural”.
Segundo o brasileiro, apenas pequenos ajustes são feitos ao volante: “Você sabe onde a energia será liberada em algumas curvas e decide se pode forçar mais a entrada ou se precisa ser cuidadoso pensando na reta longa que vem depois”.
Quando perguntado se competidores historicamente velozes perderam desempenho, Bortoleto foi direto: “Você vê o Verstappen lento? Vê um heptacampeão mundial lento este ano? Vê Charles Leclerc lento? Eu não vejo. Continuam muito competitivos”.
Para ele, Lewis Hamilton apresenta resultados melhores do que em 2025, Verstappen mantém “desempenho impressionante” ao colocar o carro no topo e Norris segue rápido sempre que o equipamento não apresenta falhas.
As alterações técnicas passam a valer em 2026, mas, na visão de Bortoleto, não devem alterar a hierarquia natural dos talentos no grid.
Com informações de F1Mania



