A Mercedes encerrou as férias de verão da Fórmula 1 de 2026 na liderança dos dois campeonatos graças a oito vitórias e dez pole-positions obtidas nas 11 primeiras etapas da temporada. Kimi Antonelli soma 219 pontos e comanda o Mundial de Pilotos, enquanto George Russell é o terceiro com 160. A equipe de Brackley totaliza 379 pontos entre os construtores, 72 à frente da Ferrari, que tem 307. McLaren aparece com 220, e a Red Bull, com 177.
Desempenho consistente em qualquer tipo de pista
O W17 mostrou competitividade em circuitos de características opostas — de Melbourne a Mônaco —, combinando chassi equilibrado e unidade de potência eficiente no uso de energia elétrica, crucial desde que o MGU-K passou de 120 kW para 350 kW em 2026. Segundo a própria equipe, o desenvolvimento integrado entre as fábricas de Brackley (carro) e Brixworth (motor) começou anos antes e foi considerado o maior projeto já conduzido pela Mercedes.
Sequência de seis vitórias nas seis primeiras corridas
Russell abriu o campeonato na Austrália com pole em 1min18s518 e venceu após aproveitar um Virtual Safety Car. Depois disso, Antonelli triunfou na China, Japão, Miami, Canadá e Mônaco, completando um início perfeito para a escuderia. A variedade de pistas — de Suzuka, veloz e fluida, a Mônaco, de baixa velocidade e alta demanda mecânica — reforçou a abrangência do pacote.
Classificações evidenciam o domínio
Das 11 sessões de qualificação já disputadas, a Mercedes largou na frente em dez. Russell garantiu a posição de honra na Austrália, Canadá, Barcelona e Áustria; Antonelli fez o mesmo na China, Japão, Miami, Mônaco, Inglaterra e Bélgica. A sequência só foi interrompida na Hungria, quando Lando Norris, da McLaren, marcou a primeira pole não-Mercedes do ano.
Confiabilidade impede números ainda maiores
Mesmo com o melhor desempenho geral, o time contabiliza três abandonos: Russell no Canadá e em Spa, Antonelli em Barcelona. Problemas isolados — como a falha no escudo da roda dianteira esquerda do carro #7 em Silverstone — também custaram pontos. Ainda assim, quando um piloto enfrentou contratempos, o outro normalmente manteve a Mercedes no pódio.
Rivais encurtam distância
Depois de vencer 100% das seis primeiras provas, a Mercedes levou apenas duas das cinco seguintes. Lewis Hamilton triunfou pela Ferrari em Barcelona, Charles Leclerc repetiu o feito em Silverstone, e Norris liderou a dobradinha da McLaren na Hungria. A Red Bull ainda não ganhou em 2026, mas Max Verstappen pressionou Russell na Áustria, foi terceiro em Spa e segundo em Budapeste, indicando ameaça pontual.
A equipe alemã reconheceu a aproximação. O diretor técnico adjunto Simone Resta confirmou, antes da Hungria, que um pacote de atualizações mais robusto está programado para o retorno das férias, na tentativa de preservar a vantagem construída no início do campeonato.
Com oito vitórias, 14 pódios e vantagem dupla nas tabelas, a Mercedes segue como referência de 2026, mas já sente a pressão crescente de Ferrari, McLaren e Red Bull para a segunda metade da temporada.
Com informações de F1Mania.net



