A Fórmula 1 encerrou a primeira metade da temporada 2026 com 11 Grandes Prêmios disputados e um novo dono do topo: a Mercedes. A equipe de Brackley acertou em cheio o regulamento revisto — que trouxe propulsores com maior participação elétrica, aerodinâmica ativa e carros mais compactos — e deixou a campeã de 2025, McLaren, fora do posto de referência.
Domínio prateado
Dos 11 GPs já realizados, oito terminaram com vitória do Mercedes W17. Kimi Antonelli triunfou seis vezes, enquanto George Russell levou a melhor na Austrália e na Áustria. A supremacia é ainda mais evidente nas classificações: foram dez poles, sendo a única exceção a de Lando Norris, da McLaren, na Hungria.
No Mundial de Construtores, a Mercedes soma 379 pontos. A Ferrari aparece em segundo com 307, seguida por McLaren (220) e Red Bull (177). Juntas, as quatro primeiras equipes concentram pouco mais de 86% dos pontos distribuídos até agora. Nos pódios, apenas uma posição — o terceiro lugar de Pierre Gasly em Mônaco pela Alpine — escapou desse quarteto.
Ferrari eficiente em ritmo de corrida
Sem pole-positions, a Ferrari já venceu duas vezes: Lewis Hamilton foi o primeiro em Barcelona e Charles Leclerc repetiu o feito em Silverstone. O SF-26 rendeu nove pódios, garantindo 169 pontos para Hamilton (vice-líder do campeonato) e 138 para Leclerc (quarto).
McLaren se recupera após início difícil
Atual campeã de construtores, a McLaren começou o ciclo atrás de Mercedes e Ferrari e enfrentou falhas elétricas em sua nova unidade de potência Mercedes — a ponto de não alinhar na China. Mesmo assim, reagiu: fez dobradinha no pódio em Miami, voltou à luta em Barcelona e Silverstone e venceu com Norris na Hungria. Norris tem 128 pontos, quinto na tabela, enquanto Oscar Piastri contabiliza 92.
Red Bull ainda sem vitórias
Depois de dominar boa parte do regulamento anterior, a Red Bull chega às férias sem triunfos ou poles em 2026. Max Verstappen conseguiu quatro pódios e totaliza 109 pontos, mas a equipe ocupa apenas o quarto lugar entre os construtores.
Novo landscape técnico
Os carros de 2026 são menores, mais leves e contam com asas móveis, Active Aero, Boost e Overtake Mode. O MGU-K passou a entregar 350 kW, elevando a importância da gestão de energia. Essas variáveis tornam o comportamento dos carros altamente sensível às características de cada circuito, permitindo que rivais se aproximem da Mercedes em pistas específicas.
Audi em curva ascendente
Estreante oficial, a Audi — que sucedeu a Sauber — utiliza propulsor próprio e ocupa o oitavo lugar no campeonato com 12 pontos. Gabriel Bortoleto marcou dez deles, estreando na zona de pontuação na Austrália e alcançando dois oitavos lugares consecutivos em Silverstone e Spa, onde também avançou ao Q3.
Próximos capítulos
A FIA já analisa ajustes no novo regulamento, especialmente na gestão de energia. Restam 12 etapas, começando por Monza, antes de Baku e Singapura colocarem em prova diferentes demandas de potência e aerodinâmica. Até o momento, a temporada revela uma hierarquia renovada, mas ainda não garante que o equilíbrio entre as equipes aumentará no longo prazo.
Com informações de F1Mania.net



