Ralf Schumacher recorreu à ironia para responder a comentários de Nico Rosberg sobre Michael Schumacher, feitos em entrevista recente. A manifestação ocorreu neste sábado (10), durante conversa com o canal alemão SPORT1.
Rosberg e Michael Schumacher dividiram o box da Mercedes entre 2010 e 2012, período em que a equipe ainda não lutava por títulos. Nesse intervalo, apenas Rosberg subiu ao degrau mais alto do pódio, ao vencer o GP da China de 2012, temporada que marcou a despedida definitiva de Michael da Fórmula 1.
Episódio em Mônaco
Na entrevista que motivou a reação de Ralf, Rosberg citou uma classificação em Mônaco. Segundo ele, Michael teria calculado o momento de deixar o banheiro para abalá-lo psicologicamente antes de entrar no carro. Questionado sobre o relato, Ralf foi direto: “Cada um funciona de um jeito. O fato de o Nico falar disso abertamente hoje o valoriza”.
Em tom crítico, o ex-piloto acrescentou: “Não é assim que vejo as coisas. Mas eu nunca fui campeão mundial”.
Reconhecimento com ressalvas
Embora reconheça o título conquistado por Rosberg em 2016, Ralf manteve a provocação: “Ele venceu um campeonato contra um heptacampeão. Isso não é pouca coisa. Mesmo assim, dá para ver o que ainda o move: para ele, tudo é jogo mental”.
O alemão destacou que o ex-companheiro de equipe continua a citar supostos truques psicológicos envolvendo seu irmão, seja “em banheiros ou estacionamentos”.
Defesa do heptacampeão
Ralf ressaltou que, entre 2010 e 2012, Michael Schumacher vivia “uma fase completamente diferente” da carreira. Para concluir, disparou contra Rosberg usando o próprio exemplo de Mônaco: “No fim, o Nico só precisava acelerar mais. Se você fica atrás de um piloto com mais de 40 anos em Mônaco, isso diz tudo”.
As declarações reacendem um debate antigo sobre a convivência interna na Mercedes e seguem mobilizando fãs mais atentos da Fórmula 1.
Com informações de AutoRacing



