Jonathan Wheatley afirmou que a Audi deu um passo decisivo em seu projeto de Fórmula 1 ao resolver os “gremlins” que limitaram o primeiro shakedown em Barcelona. Segundo o dirigente, a equipe adotou uma abordagem agressiva para eliminar as falhas e já colhe resultados positivos.
Testes em duas frentes
No teste inicial na Espanha, a quilometragem foi restrita por problemas técnicos. Já na sessão seguinte, realizada no Bahrein, o cenário mudou: o carro completou 344 voltas sem grandes contratempos e apareceu com um novo desenho de sidepod.
Lista de tarefas sem fim
Após Barcelona, o chefe de projeto Mattia Binotto descreveu o volume de pendências como “o maior que já viu”. Wheatley brincou que deixará o cargo no dia em que conseguir concluir todos os itens. “Acho que os gremlins ainda estão por aí, mas estamos acertando eles com martelos”, comentou.
Desenvolvimento do zero
Wheatley lembrou que a Audi precisou criar praticamente todos os componentes internamente. “Fomos a primeira equipe a colocar este tipo de carro na pista. Desenvolvemos nossa própria unidade de potência, nosso próprio câmbio, enquanto outras equipes têm 20 anos de experiência com câmbios”, ressaltou.
Evolução visível
O dirigente considera o progresso desde Barcelona “considerável” e observa melhora também nas operações de pista. “Parecíamos um pouco desajeitados na Espanha, mas isso está se encaixando”, disse, destacando o ambiente de trabalho mais colaborativo.
Motivação constante
Para Wheatley, a longa lista de afazeres é um incentivo permanente. “Você risca vários itens, mas adiciona mais dez, porque a ambição faz buscar ganhos menores. O dia em que a lista acabar, eu desisto”, concluiu.
Com informações de Autoracing



