Monte Carlo recebe a Fórmula 1 neste fim de semana e, antes mesmo dos carros irem à pista, o paddock já se encheu de histórias que vão do campo técnico às negociações de contrato. Confira os principais pontos levantados nesta quinta-feira (4).
Aston Martin em alerta com falha de câmbio
Fernando Alonso relatou que a equipe pode sequer alinhar caso o defeito de redução de marchas registrado em Miami volte a ocorrer. Segundo o espanhol, o problema transforma o piloto em “passageiro” e pode provocar batidas nos fortes pontos de frenagem do traçado urbano.
Lance Stroll acrescentou que o carro perde a sincronização quando a velocidade cai para cerca de 40 km/h — situação crítica na Fairmont Hairpin, a curva mais lenta do calendário.
Leclerc amplia vínculo com a Ferrari
Charles Leclerc explicou que decidiu renovar por “amar a equipe” e “acreditar no projeto”. O monegasco citou a confiança no chefe Fred Vasseur como fator essencial, mas evitou detalhes sobre eventuais cláusulas de desempenho. Ele admitiu que havia outras possibilidades em aberto, sem revelá-las.
Hamilton compara novo engenheiro a ‘Bono’
Depois de uma temporada de adaptação difícil, Lewis Hamilton afirmou ter encontrado maior sintonia ao lado de Carlo Santi, chamando o engenheiro de “meu Bono italiano” — referência a Peter Bonnington, parceiro de longa data na Mercedes. O britânico disse também ter colaborado no desenvolvimento da nova suspensão da Ferrari e voltou a reduzir o uso do simulador.
Alpine busca causa de perda de desempenho de Gasly
Pierre Gasly relatou desequilíbrio repentino no carro e suspeita de componentes defeituosos. A Alpine declarou ter encontrado apenas pequenas diferenças e reinstalou peças usadas antes da pausa de abril. Do outro lado da garagem, Franco Colapinto recebeu um chassi levemente mais leve e vem registrando evolução, algo que a equipe atribui tanto às modificações quanto à “conexão” do argentino com o equipamento.
Sainz confessa abalo de confiança na Williams
Carlos Sainz revelou ter cobrado a direção após a drástica queda de performance do início de 2026, quando o carro passou a virar dois segundos e meio mais lento em relação ao ritmo de fim de 2025. O espanhol disse que o choque levou a equipe a agir em áreas até então não identificadas.
Energia em excesso vira quebra-cabeça no Principado
O traçado de baixa velocidade facilita o carregamento das baterias enquanto o novo limite de potência reduz o consumo. Com risco de atingirem a Portier com 100% de carga, escuderias empurradas por motores Mercedes estudam gastar energia em trechos específicos para evitar atraso de resposta do turbo. As unidades Ferrari, com turbinas menores, podem levar vantagem ao atingir rotação ideal mais rapidamente.
Haas esclarece falhas após fim de semana no Canadá
Ollie Bearman contou que a equipe chegou a desconfiar do novo pacote aerodinâmico, mas a perda de desempenho era causada por outra peça defeituosa. O conjunto exibiu instabilidade na entrada das curvas e tendência de sair de frente no meio delas. A escuderia trabalha em um plano de desenvolvimento de médio e longo prazo para corrigir as limitações.
Com tantas variáveis técnicas e situações de bastidor, os primeiros dias em Monte Carlo indicam que o tradicional GP de Mônaco deve trazer desafios adicionais às equipes já a partir dos treinos desta sexta-feira.
Com informações de Autoracing



