A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) afirmou que as limitações observadas no regulamento das futuras unidades de potência da Fórmula 1 eram conhecidas desde o início das discussões, mas que eventuais ajustes só poderiam ocorrer com a aprovação da maioria dos fabricantes — o que não aconteceu.
Nikolas Tombazis, chefe de monopostos da FIA, explicou que qualquer mudança nas regras técnicas depende do aval de pelo menos quatro montadoras envolvidas no desenvolvimento dos propulsores para 2026. “Quatro não concordaram durante os anos em que debatemos esses ajustes”, declarou.
Pilotos e torcedores vêm criticando o regulamento por dividir igualmente a potência entre o motor a combustão e a parte elétrica (50%/50%), solução que deu maior peso ao gerenciamento de bateria. Com isso, os carros perdem velocidade nas retas quando a carga elétrica se esgota, situação que ganhou o apelido de superclipping.
Tombazis ressaltou que o sistema de governança foi criado para proteger a igualdade de condições financeiras e operacionais entre todos os participantes, inclusive os que ainda não competem — caso da Audi, citada pelo dirigente como exemplo. “Seria injusto permitir que uma empresa fora do grid investisse cinco vezes mais dinheiro”, afirmou.
Para atenuar o superclipping, a FIA introduziu pequenos ajustes a partir do Grande Prêmio de Miami deste ano. Há ainda um plano para alterar gradualmente a divisão de potência, passando para 60% oriunda do motor a combustão e 40% da parte elétrica até 2028. Mudanças mais profundas, porém, permanecem bloqueadas pela falta de acordo entre as montadoras.
Com informações de F1Mania.net



