A Ferrari tornou-se o principal assunto do paddock após o segundo teste de pré-temporada da Fórmula 1 no Bahrein. Duas inovações na parte traseira do carro levaram engenheiros rivais a observarem de perto o modelo da equipe italiana.
Direcionador de fluxo atrás do escapamento
A primeira solução é um componente instalado logo atrás do escapamento, na base da asa traseira, batizado pela Scuderia de flow turning device. A peça reorganiza o ar que sai do assoalho e do difusor, área responsável por grande parte da pressão aerodinâmica.
Para criar o espaço necessário, a Ferrari reposicionou elementos internos – como diferencial e semi-eixos – mais para trás e em ângulo diferente, permitindo modelar a carroceria depois do difusor. Esse arranjo acelera o fluxo que deixa a parte inferior do carro, aumentando a força que “cola” o monoposto ao asfalto. Além disso, parte do ar quente pode ser direcionada para a base da asa traseira, ampliando seu efeito aerodinâmico.
Embora lembre o escapamento soprando a asa, popular na década de 2010, a solução respeita as atuais regras e depende do layout mecânico do chassi, o que dificulta a reprodução por outras equipes.
“Macarena”: flap que inverte na reta
No dia seguinte, outro detalhe chamou atenção: um flap traseiro capaz de girar completamente, em vez de apenas nivelar como fazia o antigo DRS. O chefe de equipe, Fred Vasseur, apelidou o dispositivo de “Macarena” em referência ao movimento de braços da coreografia dos anos 1990.
Ao inverter o elemento móvel, o espaço para passagem do ar aumenta consideravelmente, reduzindo o arrasto e permitindo maior velocidade em trechos de reta. A novidade, apesar de teoricamente mais simples de copiar, reforça a abordagem criativa da Ferrari para a temporada.
Com mudanças regulatórias significativas previstas para 2026, a integração entre soluções mecânicas e aerodinâmicas pode oferecer vantagem competitiva. A eficácia, porém, dependerá da confiabilidade e do desempenho ao longo do campeonato.
Com informações de F1Mania.net



