A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) avisou nesta terça-feira (28) que adotará punições se pilotos ou equipes tentarem tirar vantagem das recentes mudanças nas regras de largada da Fórmula 1.
Ajustes miram falta de potência inicial
O alerta chega após a introdução do regulamento que divide igualmente a energia entre motor a combustão e parte elétrica. A nova configuração causou perda de potência em alguns carros no momento em que a embreagem é liberada, resultando em saídas mais lentas do que o normal.
No Grande Prêmio da Austrália, Liam Lawson quase foi atingido por Franco Colapinto devido a uma arrancada fraca, episódio que acelerou a resposta da federação.
Como funciona o mecanismo da FIA
Para evitar incidentes semelhantes, a entidade criou um sistema que monitora a aceleração logo após a largada. Se detectar desempenho abaixo de um limite pré-definido, o dispositivo aciona automaticamente o MGU-K para garantir potência mínima e ativa luzes piscantes na traseira e nas laterais do carro, alertando quem vem atrás.
Testes começam em Miami
Parte das alterações já entra em vigor no GP de Miami, neste fim de semana, mas o novo sistema será apenas testado. A FIA avaliará os dados coletados e planeja tomar decisão definitiva antes do GP do Canadá.
Punições para quem tentar burlar
Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, destacou que o objetivo é reduzir riscos, não oferecer vantagem competitiva. “O mecanismo converte uma largada desastrosa em uma apenas ruim”, afirmou, reforçando que quem tentar manipular o recurso sofrerá sanções imediatas.
Um drive-through chegou a ser cogitado para cada ativação, mas foi descartado após pressão das equipes, que alegaram que o próprio prejuízo na saída já é penalidade suficiente.
Casos revistos pela federação
Tombazis revelou que o sistema teria sido acionado em duas ou três situações nesta temporada. A largada lenta de Max Verstappen na China ficou abaixo do critério, enquanto o incidente de Lawson em Melbourne certamente teria ativado o dispositivo.
Com a medida, a FIA espera padronizar a segurança nas largadas e promete vigilância constante contra possíveis abusos.
Com informações de Autoracing



