A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) confirmou, nesta terça-feira (28), que a proposta para reduzir a potência das unidades de potência da Fórmula 1 a partir de 2026 foi rejeitada antes do Grande Prêmio de Miami. Apesar da recusa, o tema segue em debate entre equipes, pilotos e dirigentes.
Novas regras em vigor
O regulamento técnico que estreia em 2026 estabelece que 50% da energia utilizada pelo carro venha do motor de combustão interna e os outros 50% de fontes elétricas. Para ampliar o tempo de aceleração plena, o limite do chamado “superclipping” – uso máximo de potência elétrica – subirá de 250 kW para 350 kW no fim de semana de Miami.
Desafios de pilotagem
Alguns pilotos relatam maior complexidade na gestão energética, enquanto parte da torcida questiona o impacto no espetáculo. A evolução aerodinâmica dos carros aumentou o downforce mais do que o previsto, dificultando a recuperação de energia nas frenagens, segundo a FIA.
Bastidores da decisão
De acordo com Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da federação, a entidade sugeriu um corte de potência há cerca de um ano, mas equipes e fabricantes não chegaram a um consenso, mantendo-se o conceito original. “Quando há um balanço entre energia elétrica e combustão, a gestão se torna mais desafiadora”, explicou o dirigente.
Monitoramento contínuo
A FIA afirma que continuará observando o comportamento das novas unidades de potência ao longo da temporada. Qualquer alteração futura exigirá cautela e não será implementada de forma imediata ou por motivos de segurança, acrescentou Tombazis.
Com a introdução das mudanças já aprovadas em Miami, a federação espera coletar dados adicionais antes de reavaliar eventuais ajustes na regulamentação.
Com informações de Autoracing



