A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou, nesta quinta-feira (11), que as negociações envolvendo dirigentes da Fórmula 1, equipes e fabricantes de unidades de potência resultaram em um acordo para modificar a repartição de energia dos motores híbridos a partir da temporada 2027.
Mais potência do motor a combustão
Pelo novo regulamento, 58 % da força virá do motor de combustão interna (ICE) e 42 % dos sistemas elétricos. Atualmente, a divisão é de 50 % para cada componente, configuração alvo de críticas por causa da perda de desempenho quando a bateria se esgota.
Uma etapa adicional já está programada: em 2028, a proporção subirá para 60 % de potência do ICE e 40 % de origem elétrica. Para viabilizar o ajuste, o fluxo de combustível destinado ao motor a combustão crescerá 5 % em 2027 e alcançará 13 % no ano seguinte.
Ratificação em 23 de junho
As alterações seguem agora para aprovação formal no Conselho Mundial de Automobilismo, agendado para 23 de junho. Nos bastidores, a expectativa é de que o texto seja homologado sem resistência.
Ben Sulayem destaca trabalho conjunto
Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, agradeceu o empenho de todas as partes envolvidas. Segundo ele, o consenso demonstra o compromisso coletivo com corridas competitivas, avanço tecnológico e sustentabilidade em longo prazo.
“A Fórmula 1 sempre evoluiu para enfrentar novos desafios e aproveitar oportunidades”, afirmou o dirigente, acrescentando que a federação tem a responsabilidade de proteger o futuro do campeonato.
Ele reforçou ainda que a cooperação entre federação, promotores, equipes e fornecedores foi fundamental para chegar ao novo regulamento: “Trabalhando juntos, moldaremos o futuro do nosso esporte e entregaremos o melhor para os fãs em todo o mundo”.
Com informações de Autoracing



