A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) amenizou a expectativa em torno do ADUO (Additional Development and Upgrade Opportunities), mecanismo criado para dar margem extra de desenvolvimento às fabricantes que iniciarem a próxima era de motores da Fórmula 1 com desempenho abaixo da referência estabelecida.
Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da entidade, explicou que o recurso não servirá como solução imediata para quem largar em desvantagem. “O fabricante ainda precisará construir o melhor motor para vencer. O ADUO não é mágica”, afirmou.
O sistema permite benefícios a fornecedores cujas unidades de potência estejam pelo menos 2 % atrás da melhor do grid. A análise é feita etapa a etapa, mas os dados não são divulgados ao público. A primeira verificação estava marcada para depois do GP de Miami, porém o cancelamento das provas do Bahrein e da Arábia Saudita deslocou o ponto de corte para depois do GP do Canadá.
Atualmente, a Honda aparece abaixo da referência de desempenho, enquanto Ferrari, Red Bull Powertrains-Ford e Audi também são monitoradas para possível enquadramento nas regras do ADUO. Tombazis reforçou que o sistema não iguala performance por meio de ajustes como fluxo de combustível ou lastro, servindo apenas para flexibilizar gastos.
Pelo regulamento, fabricantes com déficit entre 2 % e 4 % podem receber até US$ 3 milhões adicionais dentro do teto orçamentário. Se a diferença superar 10 %, o valor extra pode chegar a US$ 11 milhões, além da possibilidade de antecipar até US$ 8 milhões do limite de gastos de períodos futuros, exclusivamente para atividades de desenvolvimento ligadas a 2026.
Com informações de F1Mania.net



