Lewis Hamilton negou que o regulamento técnico introduzido em 2026 seja o principal motivo de sua recuperação na Fórmula 1. A declaração foi dada nesta sexta-feira, 31 de julho de 2026, durante entrevista coletiva.
Temporada de reação
Depois de encerrar 2025 sem subir ao pódio em Grandes Prêmios — a pior marca de sua carreira — o britânico voltou a figurar entre os primeiros colocados no campeonato. Em 2025, seu primeiro ano como piloto da Ferrari, Hamilton somou 156 pontos e teve como melhor resultado a vitória na corrida curta de Xangai. Agora, antes da pausa de verão de 2026, ele já acumula 169 pontos, com cinco pódios nas últimas seis etapas e o triunfo no GP da Espanha, em Barcelona, que encerrou um jejum de vitórias iniciado em 2024.
Carro atual agrada, mas não decide
O heptacampeão concorda que a Ferrari de 2026 reflete mais suas preferências do que o modelo SF-25, herdado após a saída de Carlos Sainz. Mesmo assim, rejeita a tese de que o novo carro seja uma vantagem exclusiva: “Não acho que seja particularmente mais vantajoso para ninguém. Todos tivemos de nos adaptar, e para mim não foi diferente de outras mudanças de geração”, afirmou.
Diferenças de pilotagem
Nos veículos da era do efeito solo, a técnica considerada ideal era o traçado em “U” — frear cedo e contornar o ápice mantendo velocidade. Hamilton, porém, sempre utilizou o estilo em “V”, com frenagem tardia e entrada mais direta na curva, semelhante ao que praticava entre 2017 e 2021, período em que conquistou quatro de seus sete títulos mundiais. Segundo o piloto, o carro de 2026 permite aplicar essa abordagem, mas sem oferecer vantagem extra.
Veículos mais leves e tolerantes
Hamilton avalia que os monopostos atuais são “um pouco mais fáceis, mais leves e mais tolerantes”, facilitando o controle em comparação com os antecessores. Por outro lado, a gestão de energia ganhou peso: sem o quique que marcou as primeiras temporadas do efeito solo, os pilotos precisam ajustar em tempo real a entrega de potência e o uso do sistema híbrido em conjunto com os engenheiros.
Importância da energia
“Hoje você tem de pensar na dirigibilidade, em onde usar a energia e em como mudar isso o tempo todo”, explicou. De acordo com Hamilton, pequenas variações no pedal do acelerador — meio curso, plena carga ou redução de 10% — alteram a distribuição de energia ao longo da volta, tornando esse gerenciamento fundamental.
Mesmo com as adaptações exigidas, o britânico reitera que sua base de pilotagem continua “praticamente a mesma” e que o desempenho de 2026 resulta, sobretudo, de um carro mais alinhado às suas preferências e de um entendimento maior das exigências técnicas atuais.
Com informações de Autoracing



