Lewis Hamilton afirmou que a indefinição sobre quem será seu engenheiro de corrida na Ferrari representa um contratempo significativo para o início de sua segunda temporada na equipe. A declaração foi feita nesta sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026.
Reestruturação técnica cria novo desafio
Após um ano de estreia marcado por dificuldades de adaptação, o heptacampeão esperava começar 2026 em clima de estabilidade. Contudo, a Ferrari mudou o organograma técnico em janeiro, transferindo Riccardo Adami – seu engenheiro em 2025 – para a direção da Academia de Pilotos e do programa de testes com carros antigos (TPC). Com isso, Hamilton ficou sem seu interlocutor habitual a poucas semanas da abertura do campeonato.
Solução provisória e futuro incerto
Até que um substituto definitivo seja confirmado, a equipe designou Carlo Santi, atual chefe de engenharia remota e ex-engenheiro de Kimi Räikkönen em 2018, para acompanhá-lo nas três ou quatro primeiras etapas. A previsão interna é de que, depois desse período, Cédric Michel-Grosjean – recém-saído da McLaren – assuma o posto em caráter permanente.
O britânico avalia que a sequência de mudanças pode prejudicar o desempenho logo no início de um campeonato que trará regulamento técnico renovado. “Enfrentar duas trocas logo de cara não é o ideal quando você quer começar forte com uma equipe que já se conhece”, comentou.
Peso da comunicação em pista
Hamilton relatou que, em 2025, o entrosamento com Adami já exigira ajustes e, mesmo com muito empenho de ambos, a sintonia demorou a aparecer. “Foi um ano complexo para todo mundo, e sou grato pelo esforço dele”, disse. Agora, o piloto admite preocupação por ter de iniciar 2026 com um profissional interino e, em seguida, aprender a trabalhar com outro engenheiro em meio ao calendário.
Apesar das incertezas, o heptacampeão assegura que seguirá focado. “É a situação que tenho. Vou fazer o melhor possível, e a equipe também está empenhada em tornar tudo o mais tranquilo que der”, concluiu.
Com informações de Autoracing



