20 de março de 2026 – Max Verstappen atravessa um começo de campeonato difícil na Fórmula 1. O holandês não consegue extrair do novo RB22 a resposta imediata necessária na hora de soltar a embreagem, problema que já custou pontos importantes nas duas primeiras etapas.
Austrália: saída do fundo do grid e perda de terreno
Em Melbourne, Verstappen partiu da 20ª posição depois de uma classificação frustrante. Nos metros iniciais, o motor RBPT falhou novamente na entrega de potência elétrica exigida pelo regulamento de 2026, e o piloto perdeu ainda mais posições antes de iniciar a recuperação.
China: repetição do cenário e carro “impossível”
No fim de semana seguinte, em Xangai, o tricampeão descreveu o carro como “impossível de pilotar”. Na Sprint, a arrancada ruim o jogou para o fim do pelotão, encerrando a prova fora da zona de pontos. O domingo não trouxe alívio: o propulsor, segundo ele, “não responde” no momento da largada.
Gestão de energia sob suspeita
A equipe liga o mau desempenho à dificuldade em calibrar o sistema híbrido para atender à exigência de entrega elétrica instantânea. A retirada do MGU-H, prevista no novo regulamento, agravou o chamado turbo lag, deixando o motor de combustão sem pressão quando a embreagem é solta rapidamente.
Diferença interna na Red Bull
Isack Hadjar, companheiro de equipe, e os também usuários de motor RBPT, Liam Lawson e Arvid Lindblad, sofrem menos com o problema. Técnicos atribuem a diferença ao estilo agressivo de Verstappen, que exige mapeamentos de torque mais extremos. Esse acerto amplia a chance de patinação das rodas e ativa com frequência o sistema anti-stall, atrasando a aceleração inicial.
Suzuka como ponto de virada
Com Mercedes e Ferrari largando sem contratempos, a Red Bull corre contra o tempo para ajustar o software e o gerenciamento de bateria antes do GP do Japão, em Suzuka. Verstappen pressiona engenheiros por uma solução imediata para retomar a disputa pelo título ainda nas primeiras rodadas do calendário.
Com informações de Autoracing



