Charles Leclerc deu o tom no início do fim de semana do GP dos Estados Unidos ao cravar o melhor tempo no primeiro treino livre (TL1) do evento, realizado no Circuito das Américas, em Austin. O piloto da Ferrari registrou 1min36s052, superando Max Verstappen, que ficou a apenas 0s084 do monegasco.
Na terceira posição, Lando Norris, da McLaren, ficou a 0s245 do líder. A Mercedes mostrou-se competitiva, com George Russell em quarto lugar e o atual líder do campeonato, Kimi Antonelli, em quinto. Lewis Hamilton completou o sexto tempo, enquanto a segunda Ferrari, pilotada por outro competidor, ficou um pouco mais de meio segundo atrás de Leclerc. Oscar Piastri encerrou o dia em sétimo lugar.
A Ferrari trouxe diversas atualizações para o SF-26, incluindo modificações no assoalho, nas entradas de ar dos sidepods e no difusor. Durante o TL1, a equipe teve a oportunidade de testar essas novidades, e o desempenho de Leclerc logo nas primeiras voltas indicou um potencial promissor. No entanto, a equipe ainda precisa analisar os dados para confirmar a eficácia das mudanças.
A pista, que ainda precisa acumular borracha, poderá apresentar condições diferentes e influenciar os tempos ao longo do fim de semana. Apesar disso, a pequena diferença entre Leclerc e Verstappen sugere uma disputa acirrada.
Gabriel Bortoleto teve um início animador com a Audi, terminando o TL1 em oitavo lugar, a menos de um segundo do tempo de Leclerc. O brasileiro superou os pilotos da Racing Bulls, Arvid Lindblad e Liam Lawson, que ficaram em nono e décimo, respectivamente. Fernando Alonso, da Aston Martin, finalizou na 12ª posição, logo à frente de seu companheiro de equipe, Lance Stroll. Pierre Gasly, da Alpine, ficou em 15º.
A Williams enfrentou dificuldades, com Carlos Sainz em 19º e Alexander Albon na última posição, em 20º. Colton Herta, que substituiu Sergio Perez, teve sua estreia com a Cadillac, terminando em 22º lugar com 1min39s979. Valtteri Bottas, também da Cadillac, ficou em 21º, deixando os dois carros da equipe nas últimas posições da tabela.
No final do treino, a FIA realizou uma simulação para testar melhorias no software das unidades de potência em condições de baixa aderência, em parceria com equipes e fabricantes de motores. O objetivo é evitar falhas semelhantes às observadas em Sepang, onde pilotos sofreram perdas de potência durante as voltas de formação. A simulação em Austin faz parte dos esforços para aprimorar a segurança e a confiabilidade dos carros.
Fonte: Autoracing Fórmula 1.



