A Mercedes identificou um possível ponto frágil em seu carro de 2026 depois que George Russell abandonou o Grande Prêmio do Canadá, em 6 de junho, quando ocupava a primeira posição. A falha na bateria permanece sem diagnóstico porque o componente ficou tão danificado que não pôde sequer ser examinado pelos engenheiros da equipe.
Componente enviado por via marítima
De acordo com o jornal austríaco Osterreich, a bateria que equipava o W17 de Russell sofreu danos severos, impossibilitando o transporte aéreo de retorno à Europa. Por questões de segurança, a peça atravessou o Atlântico em navio, gerando uma espera incomum antes do início da perícia técnica.
“A bateria do Canadá foi perda total; levá-la de avião seria perigoso demais”, informou a publicação. Enquanto a investigação não começa, a Mercedes instalou uma unidade nova para o fim de semana de Mônaco, mas a origem do problema segue aberta.
Incidente elétrico com Norris amplia preocupação
A apreensão com o sistema elétrico ganhou força na sexta-feira de treinos em Monte Carlo. Logo no início do segundo treino livre, Lando Norris parou seu McLaren na pista após falha aparentemente elétrica. O diário italiano La Gazzetta dello Sport sugeriu relação com a bateria, hipótese não confirmada pela equipe britânica.
Pelo incidente, os comissários multaram a McLaren em € 30 mil, sendo € 10 mil com execução suspensa. Ao depor, a equipe admitiu ter aplicado fita transparente no botão do sistema CDS a fim de melhorar a aerodinâmica, o que impediu os fiscais de engatar ponto morto durante a retirada do carro.
Ferrari dita ritmo nas ruas de Monte Carlo
Enquanto Mercedes e McLaren buscam respostas, a Ferrari começou o fim de semana na liderança. Charles Leclerc e Lewis Hamilton fecharam a sexta-feira no topo da tabela de tempos, desempenho que não surpreendeu Russell. O britânico, porém, reconheceu que a Red Bull mostrou velocidade acima das estimativas da Mercedes para o traçado urbano.
Wolff descarta ordens de equipe
Paralelamente às questões técnicas, a Mercedes administra a disputa interna pelo título entre Russell e Kimi Antonelli. O chefe Toto Wolff reafirmou que pretende manter a liberdade de luta na pista. “Vamos evitar ordens de equipe pelo maior tempo possível, se possível totalmente”, disse o dirigente, revelando que a dupla quase extrapolou os limites no Canadá, mas o assunto foi resolvido em conversa posterior.
Wolff acrescentou que ambos os pilotos compreendem as responsabilidades com a equipe: “A Mercedes vem em primeiro lugar”.
Com informações de Autoracing



