Lando Norris acredita que a Ferrari chega ao Grande Prêmio de Mônaco, marcado para domingo (7), em posição privilegiada graças a uma característica que costuma penalizar o time em circuitos velozes: o alto arrasto aerodinâmico.
Na avaliação do piloto da McLaren, a escolha da escuderia italiana por um turbocompressor menor, que potencializa o desempenho em curvas lentas, deverá compensar a falta de velocidade nas retas – item pouco determinante no estreito traçado de Monte Carlo.
Desempenho favorável em baixa velocidade
“Sabemos onde cada carro é rápido. A Ferrari não brilha nas retas porque carrega muita carga aerodinâmica, algo que funciona quase como uma punição em outros lugares. Em Mônaco, porém, isso vira vantagem”, comentou Norris nesta sexta-feira (5).
Nesta temporada, Charles Leclerc e Lewis Hamilton enfrentaram dificuldades em pistas com longos trechos de aceleração plena, mas a tendência se inverte para o fim de semana no principado, onde predominam curvas de baixa velocidade e ausência de retas extensas.
Objetivos da McLaren permanecem ambiciosos
Mesmo destacando o favoritismo dos rivais, o britânico afirmou que a McLaren mantém metas altas.
“Queremos chegar acreditando em pole e vitória. Esses são os nossos objetivos, embora Ferrari e Mercedes estejam muito fortes. A Mercedes, inclusive, tem impressionado bastante nas últimas corridas”, disse.
Norris reconheceu, contudo, que a preparação da equipe de Woking para o evento deste ano não foi tão completa quanto em 2025. “Talvez não estejamos no mesmo nível da temporada passada, mas seguimos otimistas”, acrescentou.
Enquanto Leclerc busca triunfar pela segunda vez em casa e Hamilton tenta o quarto sucesso no circuito urbano mais famoso da Fórmula 1, Norris reforça o discurso de cautela: “Não queremos exagerar na confiança, mas começamos cada fim de semana acreditando que tudo é possível”.
Com informações de Autoracing



