Lando Norris reconheceu que não esperava conquistar tão cedo o primeiro triunfo da McLaren em 2026. No domingo (2), o britânico dominou o Grande Prêmio da Hungria e cruzou a linha de chegada mais de 15 segundos à frente de Max Verstappen, encerrando o jejum da equipe na temporada.
Início difícil pressionou a atual campeã
Apesar de ter chegado ao campeonato como detentora dos títulos de pilotos e construtores, a McLaren enfrentou contratempos logo de cara. Oscar Piastri bateu ainda na volta de reconhecimento na Austrália, e os dois carros sofreram falhas no MGU-K na etapa seguinte, na China. O resultado foi uma coleta de apenas 18 pontos nas duas primeiras corridas, deixando a equipe 80 pontos atrás da Mercedes.
Atualizações mudam o rumo
Para reverter o quadro, o MCL40 recebeu um pacote extenso de melhorias, incluindo um novo assoalho, alterações nas partes dianteira e traseira e dutos de freio redesenhados. A estratégia de Andrea Stella, chefe do time, foi manter o carro praticamente como saiu da fábrica nas primeiras provas, concentrando-se em entender seu comportamento antes de introduzir novidades.
A abordagem demandou paciência. Além de resolver problemas de confiabilidade, os engenheiros tiveram de enfrentar a falta de desempenho nas curvas de alta velocidade, considerada a principal limitação do projeto. A Hungria foi escolhida como marco para avaliar o novo rumo técnico — e os ganhos superaram as próprias projeções internas.
Situação nos campeonatos
Mesmo com a vitória em Hungaroring, o déficit ainda é grande. Norris ocupa o quinto lugar no Mundial de Pilotos com 128 pontos, 91 a menos que o líder Kimi Antonelli. No Mundial de Construtores, a McLaren aparece 159 pontos atrás da Mercedes.
Cautela para as próximas etapas
Norris celebrou o resultado, mas alertou que restam áreas do carro a serem aprimoradas e que certas pistas podem continuar desfavoráveis ao MCL40. “Tenho confiança de que podemos vencer mais corridas, mas ainda há muito trabalho pela frente”, afirmou o piloto, agora dono de 12 vitórias na carreira.
Para ele, o êxito em Budapeste confirma que o caminho adotado está correto, embora o cronograma inicialmente apontasse para um retorno ao topo apenas dentro de alguns meses. “Acreditava que venceríamos em 2026; só não imaginava que aconteceria tão cedo”, concluiu.
Com informações de Autoracing



