Otmar Szafnauer anunciou nesta segunda-feira, 3 de agosto de 2026, seu retorno oficial ao automobilismo como CEO e sócio-gerente da Van Amersfoort Racing (VAR), equipe que compete na Fórmula 2, Fórmula 3, FRECA e Fórmula 4. Após quase três anos longe das pistas, o ex-chefe de equipe da Fórmula 1 afirmou que a amizade com o proprietário Rafael Villagómez foi decisiva para aceitar o cargo. “Ele é uma pessoa decente, e estou velho demais para trabalhar com gente indecente”, declarou ao site Motorsport Week.
Carreira marcada por passagens turbulentas na F1
Szafnauer iniciou a trajetória profissional na Ford Motor Company em 1986 e, paralelamente, disputou provas de Fórmula Ford em 1991. A estreia na Fórmula 1 ocorreu em 1998, como diretor de operações da recém-criada British American Racing. O dirigente também trabalhou com a Honda antes de chegar à Force India em 2009, permanecendo durante as transformações em Racing Point e Aston Martin.
Em janeiro de 2022, deixou a Aston Martin e assumiu o comando da Alpine, função que ocupou por 18 meses até o encerramento de sua passagem após o GP da Bélgica de 2023. Desde então, o engenheiro romeno-americano vinha afastado do paddock.
Motivação para a mudança
De acordo com Szafnauer, a possibilidade de atuar ao lado de alguém de confiança foi o principal fator para voltar ao esporte. Ele revelou ter cogitado abandonar definitivamente o automobilismo, mas decidiu utilizar a experiência acumulada para ajudar no crescimento da VAR.
Diferenças entre a F1 e as categorias de base
O dirigente destacou que, na Fórmula 1, cerca de 90% do quadro de funcionários se dedica ao desenvolvimento do carro, enquanto, na F2 e na F3, o foco de 90% da equipe recai na preparação e na operação das corridas, já que os chassis são padronizados. Mesmo assim, o princípio de alinhar todas as pessoas ao mesmo objetivo permanece inalterado, segundo ele.
Papel estratégico
Desde a chegada de Szafnauer, a Van Amersfoort Racing registra sua melhor campanha na F3 e resultados mais fortes na F2. Diferentemente do que fazia na Fórmula 1, onde permanecia no pit wall e acompanhava cada detalhe técnico, o novo CEO afirma que agora atua de forma mais estratégica, definindo diretrizes e permitindo que os profissionais executem o trabalho diário.
Para o veterano dirigente, essa nova etapa representa não apenas um desafio profissional, mas também a chance de trabalhar exclusivamente com pessoas em quem confia, longe das tensões vividas nos bastidores da categoria principal.
Com informações de Autoracing



