O Grande Prêmio da Hungria, disputado no domingo, 26 de julho, encerrou a primeira etapa da temporada 2026 da Fórmula 1. A vitória da McLaren, a primeira do time no ano, abriu uma série de temas que prometem influenciar diretamente a luta pelos títulos de Pilotos e Construtores nos próximos meses.
McLaren acha o rumo?
Lando Norris quebrou um jejum de quase oito meses ao triunfar no Hungaroring. Embora o atual campeão mundial admita não estar totalmente satisfeito com o carro, os resultados mostram evolução: sempre que o MCL-26 não enfrentou problemas de confiabilidade, Norris terminou entre os dez primeiros. Oscar Piastri também manteve regularidade e nunca ficou abaixo do 11º lugar. Mesmo assim, com Norris em quinto no campeonato, resta saber se a equipe de Zak Brown conseguirá transformá-lo novamente em protagonista.
Red Bull segue como referência?
Max Verstappen foi segundo na Hungria e foi elogiado por “fazer mágica” com o RB22, um carro ainda cercado por falhas técnicas. As críticas do tetracampeão ganharam eco quando Isack Hadjar, seu companheiro, também reclamou publicamente. Fora da pista, persistem rumores de novas saídas de integrantes iniciadas em 2024, enquanto o chefe Laurent Mekies prefere não entrar em polêmica. A capacidade da equipe de se manter competitiva pode depender de decisões que só devem vir no fim do ano, quando o futuro de Verstappen será definido.
Mercedes fecha questão?
Os GPs da Bélgica e da Hungria evidenciaram uma escolha: Toto Wolff tem demonstrado apoio firme a Kimi Antonelli. Após Spa-Francorchamps, o dirigente apontou problemas de potência no carro, mas também criticou a pilotagem de George Russell. Ciente do potencial histórico do jovem italiano, Wolff mira um título que carimbe sua aposta ousada. Já Russell precisa reagir rapidamente para seguir na disputa e deixar as falhas mecânicas a cargo da equipe.
Ferrari ainda sonha?
Lewis Hamilton está 50 pontos atrás de Antonelli, margem recuperável, mas a escuderia precisa de estratégia clara. Parar o heptacampeão durante o safety car virtual na Hungria resultou em punição desnecessária. Paralelamente, o papel de Charles Leclerc segue indefinido: fora da briga direta pelo título, o monegasco poderia ajudar no Mundial de Construtores, mas não demonstra disposição para correr em função de terceiros. A falta de direção pode custar caro.
Lawson sob pressão na Racing Bulls
Liam Lawson terminou oito das 11 provas no top-10, mas a equipe cogita promover Nikola Tsolov, líder da Fórmula 2, para 2027. Enquanto Arvid Lindblad parece seguro por ser aposta recente, o neozelandês vê o tempo jogar contra. Sem perspectiva de vaga na Red Bull principal, seu futuro depende mais dos movimentos do mercado do que de sua performance atual.
Audi pode avançar mais?
Entre as novatas, a Audi apresenta evolução consistente com Gabriel Bortoleto e Nico Hülkenberg, embora ainda sofra com irregularidades. Para 2027, cresce a ideia de contratar um piloto acostumado ao pelotão da frente. Carlos Sainz, que vive fase turbulenta na Williams, surge como opção. Caso isso se confirme, Hülkenberg pode ser o sacrificado para a equipe dar o próximo passo.
A segunda metade da temporada 2026 começa em 30 de agosto, no GP da Holanda, e promete responder a todas essas questões.
Com informações de F1Mania.net



