Mohammed Ben Sulayem, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), reafirmou nesta quarta-feira, 3 de junho de 2026, o objetivo de recolocar motores V8 na Fórmula 1 a partir da temporada 2030. Caso não seja viável nesse primeiro ano, o dirigente pretende implementar a mudança em 2031, início do próximo ciclo regulatório.
Debate sobre o regulamento
Os atuais motores híbridos turbo estão garantidos até o fim de 2030. Entre equipes e fabricantes, há discussão sobre antecipar o novo conjunto de regras para 2030 ou adiá-lo para 2031. A decisão final caberá à FIA.
Interesse das montadoras
Diversas empresas acompanham a definição do regulamento. A Mercedes High Performance Powertrains (HPP) e outras fornecedoras sinalizaram abertura para o retorno de blocos aspirados, seja em configuração V8 ou V10.
Vantagens apontadas
Segundo Ben Sulayem, os V8 pesam menos, apresentam arquitetura mais simples e reduzem custos em relação às unidades híbridas atuais. O uso de combustíveis sustentáveis, destaca o dirigente, garantiria a compatibilidade com metas ambientais.
Som clássico
O presidente da FIA também ressaltou que o ronco característico dos V8 é um elemento valorizado pelo público e ajudaria a recuperar a identidade sonora tradicional da categoria.
A era híbrida começou em 2014, após a aposentadoria dos V8 aspirados utilizados até 2013. Desde então, discussões sobre o som e a complexidade das unidades de potência se mantêm recorrentes dentro e fora do paddock.
Com informações de Autoracing



