Salzburgo, 6 de agosto de 2026 – A Red Bull fechou um acordo de 8 milhões de euros com Helmut Marko para que o ex-consultor técnico não conceda entrevistas nem faça comentários sobre assuntos internos da equipe até o fim de 2026, informou o jornalista alemão Ralf Bach, do portal f1-insider.com.
Segundo Bach, a cláusula de confidencialidade foi inserida no pacote de rescisão apresentado a Marko após sua aposentadoria forçada. O objetivo seria eliminar os últimos traços da cultura corporativa criada pelo fundador Dietrich Mateschitz, que estimulava autonomia e discursos públicos sem restrições.
Nova direção define rumos
A negociação teria sido conduzida pelos atuais responsáveis pela Red Bull, liderados por Oliver Mintzlaff. De acordo com o repórter, a prioridade da administração é afastar qualquer vestígio da antiga filosofia de “liberdade de expressão” dentro da organização.
Críticas ao comando atual
Na mesma reportagem, Bach critica o estilo de liderança do diretor de equipe Laurent Mekies e aponta Gwen Lagrue, que deixará a Mercedes para assumir o programa de pilotos, como peça-chave na nova estrutura. Para o jornalista, Mekies privilegia uma gestão baseada em discurso diplomático e fidelidade interna, relegando a performance na pista a segundo plano.
Saída de nomes de peso
Bach recorda ainda a perda de profissionais considerados essenciais, como o projetista Adrian Newey, o engenheiro Rob Marshall e o diretor esportivo Jonathan Wheatley. Esse cenário, alega ele, teria abalado a confiança de Max Verstappen no projeto técnico. Fontes próximas ao holandês indicam que o tetracampeão pretende permanecer na equipe ao menos até 2027, por não enxergar alternativas competitivas, mas manterá o mercado em vista depois desse período.
A Red Bull não se pronunciou oficialmente sobre o suposto pagamento nem sobre as cláusulas de confidencialidade relacionadas a Helmut Marko.
Com informações de Autoracing



