Carlos Sainz descreveu o primeiro semestre da temporada 2026 da Williams como “um ano de fortalecimento de caráter” e “um abrir de olhos”. O desabafo foi feito antes do Grande Prêmio da Hungria, disputado no domingo, 26 de julho, última prova antes da pausa de verão da Fórmula 1.
Questionado se imaginava chegar ao recesso com apenas seis pontos no campeonato, o espanhol foi direto: “Não, isso não estava nos meus planos nem nas minhas expectativas”. Em 2025, Sainz somou dois pódios e ajudou a equipe a terminar em quinto no Mundial de Construtores com 137 pontos. O desempenho acima do esperado ocorreu graças ao FW47, carro que, segundo o piloto, chegava a ficar a “três ou quatro décimos” da pole position.
Para 2026, a Williams antecipou o desenvolvimento do FW48 visando o novo regulamento técnico. A aposta, porém, não deu resultado. O modelo estreou acima do peso e com déficit de downforce após dificuldades nos testes de impacto, refletindo nos números: apenas 11 pontos em 11 corridas, seis de Sainz e cinco de Alexander Albon. No mesmo período do ano passado, a equipe havia marcado 55 pontos.
“Esperava que, com mais tempo para trabalhar no carro e regras novas, pudéssemos manter o nível ou até avançar um pouco”, admitiu Sainz. “A realidade mostrou o contrário: estamos mais distantes do topo do que imaginávamos ao fim de 2025.”
O espanhol ressaltou que a estrutura de Grove já entende as causas da queda de performance, mas alertou para o tempo necessário até uma reação consistente. “Leva tempo, esforço, dinheiro dentro do teto de gastos e muita análise, e é exatamente onde estamos agora”, afirmou.
Uma atualização significativa está programada para o GP do Azerbaijão, no fim de setembro. O chefe de equipe, James Vowles, já antecipou que o pacote não será suficiente para transformar o potencial do FW48, mantendo o foco na recuperação plena somente para 2027.
Com informações de F1Mania.net



