São Paulo, 1986 – O tradicional gesto de Ayrton Senna exibindo a bandeira brasileira após vencer corridas na Fórmula 1 nasceu em 22 de junho de 1986, no Grande Prêmio de Detroit, como reação imediata à eliminação da Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo do México.
Quartas de final no México e classificação em Detroit
No mesmo fim de semana, o Brasil empatou em 1 x 1 com a França nas quartas de final e caiu nos pênaltis. Enquanto a partida ocorria no Estádio Jalisco, Senna disputava a classificação em Detroit. O piloto da Lotus garantiu a pole position com 0s538 de vantagem sobre Nigel Mansell, mas terminou a sessão sem saber que a seleção seria derrotada instantes depois.
Provocação francesa nos boxes
A equipe da Lotus contava com projetista e mecânicos franceses, que aproveitaram a queda brasileira para provocar o piloto. Senna decidiu que, se vencesse no dia seguinte, responderia em pista.
Caminho até a vitória
Na largada do GP de Detroit, Senna perdeu a liderança ao errar a troca de marchas e viu Mansell assumir a ponta. O brasileiro recuperou a posição na oitava volta, mas um furo de pneu o obrigou a parar nos boxes na 14ª passagem, caindo para sexto lugar. Após a primeira sequência de pit stops dos rivais, reassumiu o primeiro posto.
Depois de uma segunda parada, o piloto da Lotus voltou em segundo, atrás de Nelson Piquet. Na volta 42, Piquet tocou o muro e abandonou, deixando o caminho livre para Senna vencer com mais de 30 segundos de vantagem. Jacques Laffite terminou em segundo e Alain Prost em terceiro.
Nasce a marca registrada
Durante a volta de desaceleração, Senna pegou de um torcedor uma bandeira do Brasil, ergueu-a e, assim, inaugurou um ritual que repetiria em cada vitória até o fim da carreira. O triunfo nos Estados Unidos foi o quarto de sua trajetória na F-1 e manteve o brasileiro na liderança do campeonato com 36 pontos, contra 33 de Prost e 29 de Mansell.
Com informações de F1Mania



