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Sergio Perez recorda saída da Racing Point e diz que “não existe lealdade” na Fórmula 1

Sergio Perez voltou a comentar a perda de sua vaga na Racing Point, ocorrida no fim de 2020, e afirmou que a decisão evidenciou a ausência de lealdade na Fórmula 1. Em entrevista ao High Performance Podcast, publicada nesta terça-feira (4), o mexicano detalhou seu papel no salvamento da antiga Force India em 2018 e relembrou a surpresa ao ser substituído por Sebastian Vettel.

Mexicano liderou transição da Force India

Perez chegou à escuderia de Silverstone em 2014, quando ela ainda se chamava Force India e pertencia a Vijay Mallya. Quatro anos depois, com o colapso financeiro da Kingfisher Airlines, a equipe entrou em administração judicial. Para evitar a liquidação, o piloto acionou a Justiça britânica, garantindo a continuidade dos empregos até a chegada de novos investidores.

O resgate foi concluído em agosto de 2018, quando um consórcio liderado pelo canadense Lawrence Stroll comprou a operação e a rebatizou como Racing Point. Perez permaneceu no time, passando a dividir a garagem com Lance Stroll, filho do novo proprietário.

Contrato de três anos não foi suficiente

Segundo o piloto, o acordo assinado previa mais três temporadas e lhe dava a entender que faria parte do projeto de longo prazo que culminaria na transformação para Aston Martin. “Eu ajudei Lawrence a comprar a equipe e pensei que construiria o futuro ao lado dele e de Lance”, afirmou.

A expectativa mudou no segundo semestre de 2020, quando Vettel, tetracampeão mundial, ficou livre no mercado. Perez foi informado de que não teria o vínculo renovado. “Entendi que é assim que o esporte funciona”, resumiu.

Reação e foco nas pistas

Mesmo classificado por ele como um momento “difícil”, Perez diz não ter levado a decisão para o lado pessoal. “Pensei: não existe lealdade na F1. Mantive boa relação com todos na Aston”, contou, acrescentando que se concentrou em terminar a temporada com desempenho forte.

Vitória em Sakhir abriu caminho para a Red Bull

A estratégia deu resultado: em dezembro de 2020, Perez venceu o GP de Sakhir, primeiro triunfo da estrutura de Silverstone desde 2003, quando ainda era Jordan. O feito chamou a atenção da Red Bull, escuderia na qual ele acreditava jamais correr, por priorizar pilotos de sua academia. Contratado em 2021, o mexicano conquistou cinco vitórias e ajudou Max Verstappen a erguer o título daquele ano.

Mercado movimentado até 2026

Perez permaneceu na Red Bull até o fim de 2024. Mesmo dispensado, manteve-se valorizado e atraiu o interesse da Cadillac, que planejava estrear em 2026 com um piloto experiente e veloz.

Para o mexicano, a sucessão de eventos reforça a imprevisibilidade da carreira na categoria. “Concentrei-me no que podia controlar: desempenho. Se aparecesse algo para o ano seguinte, ótimo; se não, ficaria fora e voltaria depois”, concluiu.

Com informações de Autoracing

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