O ex-chefe de equipe da Haas na Fórmula 1, Guenther Steiner, avaliou que transferir o encerramento da temporada de 2026 para um autódromo europeu representaria um risco significativo para a categoria, caso as etapas do Catar e de Abu Dhabi sejam canceladas por causa do conflito no Oriente Médio.
A preocupação foi exposta no podcast “Red Flags”. Steiner lembrou que, em 2024, o calendário já precisou ser ajustado com o adiamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita. O GP do Bahrein foi realocado para 5 de outubro no circuito de Sepang, na Malásia, mantendo apenas o nome original da prova.
Segundo o ex-dirigente, encontrar pistas disponíveis em curto prazo é tarefa limitada. “É difícil porque não há muitos circuitos capazes de fazer isso. Só foi possível porque o Bahrein ajudou”, afirmou.
Mesmo com Catar e Abu Dhabi ainda programados para concluir o campeonato, a continuidade das tensões na região mantém o cenário em aberto. O CEO da F1, Stefano Domenicali, já declarou que, se necessário, o campeonato poderá terminar na Europa.
Para Steiner, porém, a solução europeia esbarra no clima adverso no fim do ano. “Na Europa, em novembro e dezembro, não faz sentido correr. O risco por causa do clima é muito grande. Também é preciso ir para um lugar que faça sentido financeiramente para as equipes”, explicou.
O ex-chefe de equipe acrescentou que a mudança do Bahrein para a Malásia foi essencial para manter o total de corridas acima de 20 em 2024. “Tenho certeza de que Stefano gostaria de ter, no mínimo, 22 etapas, mas acho muito difícil encontrar um lugar para receber essa 22ª corrida no fim do ano”, concluiu.
Com informações de F1Mania.net



