HomeFórmula 1Testes no Bahrain evidenciam desafios do novo combustível sustentável da Fórmula 1

Testes no Bahrain evidenciam desafios do novo combustível sustentável da Fórmula 1

A primeira semana de treinos coletivos em Sakhir, encerrada nesta terça-feira (17), colocou o combustível 100% neutro em carbono no centro das atenções técnicas da Fórmula 1. Com a estreia obrigatória dos hidrocarbonetos sintéticos prevista para 2026, as fabricantes de unidades de potência concentraram esforços em extrair potência sem comprometer a confiabilidade.

Trabalho intensivo nas parcerias de fábrica

Mercedes e Petronas dedicaram três dias à integração química do novo fluido, revisando mapas de ignição para compensar as propriedades de combustão distintas em relação aos combustíveis fósseis. Rumores no paddock indicam ajustes contínuos para evitar perdas de desempenho.

Na Ferrari, a Shell conduziu testes de densidade energética em um laboratório móvel a fim de conter a detonação prematura em altas temperaturas. Já a Red Bull Powertrains, em conjunto com a Ford, avaliou o impacto da mistura preparada pela ExxonMobil sobre a durabilidade interna do motor.

Gerenciamento térmico sob lupa

Dados coletados apontam o controle de temperatura como ponto-chave. Sistemas de injeção operando a 500 bar exigem precisão absoluta, enquanto a nova viscosidade do combustível levanta preocupações sobre desgaste de bombas e vedações. Para a maioria das equipes, a primeira bateria de voltas serviu para validar confiabilidade; buscas por performance ficaram reservadas aos períodos de pista mais fria.

Audi chama atenção em sua estreia

O primeiro teste da unidade de potência da Audi, abastecida pelo composto da BP Castrol, gerou comentários pelo som diferenciado nas reduções de marcha — possível indício de estratégia própria de recuperação de energia combinada à queima do novo líquido.

Próximos três dias decisivos

Uma segunda rodada de treinos começa amanhã no mesmo circuito. As fornecedoras planejam levar versões refinadas de seus combustíveis e lubrificantes, agora voltadas a simulações de corrida em stint longo e carga total. A homologação final pela FIA ocorrerá em breve, pressionando as refinarias portáteis instaladas atrás dos boxes a trabalharem sem interrupção.

Equipes que detectarem perda de potência terão pouco tempo para alterar fórmulas. A expectativa é que a combinação entre design de cabeçote e octanagem sintética defina a hierarquia inicial da temporada. Olhares estarão voltados para escapamentos e velocidades máximas a fim de identificar quem solucionou os problemas de detonação relatados nos primeiros dias.

Com a coleta inicial de dados concluída, fabricantes como Petronas, Shell e outras gigantes do setor buscam entregar a versão definitiva do combustível sustentável antes do início oficial do campeonato.

Com informações de Autoracing

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