Max Verstappen voltou a manifestar descontentamento com o futuro regulamento de unidades de potência da Fórmula 1. Após a classificação para o GP da Espanha, em Barcelona, o tetracampeão afirmou que a divisão de potência definida para 2027 foi fruto de “política” entre as montadoras e não reflete o que os pilotos defendiam.
Pelo acordo aprovado pela FIA, os motores a partir de 2027 fornecerão 58 % da potência por meio do motor a combustão e 42 % a partir do sistema elétrico. No ano seguinte, a relação passará para 60 % e 40 %, respectivamente. Segundo Verstappen, a maioria dos pilotos pedia ao menos 60 % de contribuição do motor a combustão já em 2027, por considerar que essa proporção traria corridas mais empolgantes.
“Tudo política”, diz holandês
Questionado sobre o motivo de a divisão não ter chegado ao patamar desejado, o piloto da Red Bull respondeu de forma direta: “É tudo política. Tem a ver com os outros fabricantes de motores. Na Fórmula 1 não é simples fazer todos seguirem na mesma direção”.
O neerlandês reconheceu que a situação causa frustração, mas lembrou que disputas de bastidores são recorrentes na categoria: “Infelizmente, sempre foi assim. Com os regulamentos anteriores também. Todos tentam obter sua própria vantagem”.
Debate sobre ADUO também esquenta
Além do novo regulamento, o fim de semana em Barcelona foi marcado pela discussão em torno do ADUO (Análise Dinâmica de Unidades de Potência). A Red Bull Powertrains-Ford foi classificada como a fornecedora com o motor a combustão mais potente do grid, status que a impede de realizar melhorias, enquanto rivais, como a Mercedes, ainda podem evoluir seus propulsores.
A equipe solicitou à FIA uma reavaliação dos dados que levaram a essa conclusão. Indagado se acredita em mudança de entendimento da entidade, Verstappen evitou prognósticos: “Não sei. Vamos ver. É difícil dizer neste momento”.
Gestão de energia segue como preocupação
Enquanto as novas regras não entram em vigor, o campeão corre com um conjunto que, na sua visão, depende mais da parte elétrica do que deveria. “Em circuitos como o de Barcelona você precisa gerenciar a energia o tempo todo”, comentou. “Aqui foi razoavelmente aceitável, mas poderia ser melhor. Você acaba se acostumando, embora eu preferisse algo diferente. Espero que no próximo ano isso ajude um pouco”.
A temporada continua sem alterações imediatas, e Verstappen afirma que não há muito a fazer além de se adaptar: “Não posso simplesmente ficar em casa”, concluiu.
Com informações de F1Mania.net



