O CEO da McLaren, Zak Brown, reconheceu que a inclusão de uma 12ª escuderia na Fórmula 1 pode esbarrar em limitações práticas. Segundo o dirigente, alguns autódromos do calendário atual não dispõem de área suficiente nos boxes para acomodar mais uma equipe.
“Há circuitos que simplesmente não comportam mais estruturas nos boxes”, disse Brown, ao ser questionado nesta quarta-feira, 15 de julho de 2026, sobre os rumores de expansão do grid. O executivo afirmou que nunca avaliou o tema a fundo, mas citou o problema logístico como primeiro obstáculo que lhe veio à mente.
Interesse da BYD movimenta bastidores
As declarações de Brown surgem em meio às especulações de que a BYD, fabricante chinesa de veículos elétricos, cogita ingressar na categoria. Nos últimos meses, a vice-presidente da companhia, Stella Li, manteve reuniões exploratórias com o CEO da F1, Stefano Domenicali, durante o GP de Mônaco. Ela também conversou longamente com Christian Horner, ex-chefe da Red Bull, em encontro realizado em Cannes, em maio.
Até o momento, a montadora estuda três caminhos: montar uma nova equipe, firmar parceria com uma estrutura já existente ou fornecer unidades de potência ao grid.
Decisão cabe à FIA e à F1, diz Brown
Brown reforçou que cabe à FIA e à direção da Fórmula 1 definir se a adição de outra equipe é financeiramente viável para a categoria. “Nosso papel é confiar que eles mantenham o equilíbrio econômico. Se entenderem que uma 12ª equipe será benéfica, nós a acolheremos; caso contrário, seguimos como estamos”, concluiu.
Com informações de Autoracing



