Bernie Ecclestone afirmou que tentou convencer Christian Horner a assumir um posto na Ferrari depois que o britânico deixou o comando da Red Bull no ano passado, encerrando duas décadas à frente da equipe de Milton Keynes.
Horner, que já cumpriu o período de afastamento contratual, está livre para voltar ao paddock da Fórmula 1. Segundo Ecclestone, o histórico vitorioso do ex-chefe de equipe pode transformar qualquer novo desafio em uma tarefa ainda mais exigente.
Pressão pelo histórico de vitórias
“Christian está numa posição difícil de qualquer maneira. Onde quer que ele vá, se não obtiver sucesso, vão dizer: ‘Você era bom na Red Bull, com grandes orçamentos. Agora não vence por causa disso’”, declarou o ex-CEO da categoria.
Conversas sobre futuro e preferências
Nos últimos meses, Horner foi ligado a projetos da Ferrari, da Aston Martin e até a uma possível participação na Alpine, hipótese que envolveria a entrada de novos investidores. Apesar das especulações, Ecclestone contou que insistiu para que o dirigente considerasse uma mudança para Maranello: “Eu falo bastante com ele. No começo, estava tentando convencê-lo a ir para a Ferrari”.
Questionado sobre o próximo passo do ex-comandante da Red Bull, o britânico de 93 anos foi conciso: “Não faço ideia”.
Defesa de Mohammed Ben Sulayem
Ecclestone também saiu em defesa de Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, alvo de críticas durante seu mandato. “Estou tentando pensar em algo que ele fez de errado, o que não é tarefa fácil. Acho que ele está tentando fazer tudo funcionar de maneira justa e mais atualizada”, comentou.
O ex-dirigente elogiou ainda a proposta do emiradense para reintroduzir motores V8, V10 ou V12 de três litros na F-1 e destacou a recuperação financeira da federação: “Ele herdou problemas que não criou. Descobriu o que precisava fazer e, financeiramente, colocou a FIA na posição em que já deveria estar. Ele não está lá por interesse financeiro, mas para fazer o melhor pelo esporte”.
Com informações de Autoracing



